sábado, 14 de abril de 2012

A carta para ti não enviada

[…] Querido amor, escrevo esta carta na certeza que ela nunca chegue as suas mãos, espero que tu entendas que escrevo apenas para me libertar dessa agonia que palpita em meu peito.  Por algum tempo estivemos juntos, foram tantos momentos dos quais insisto em não lembrar, mas, a força das lembranças é maior do que imaginei um dia, e quando pensava que não, lá estava eu a relembrar de nossos inesquecíveis momentos.  Mas esse tempo que passamos juntos não foi o suficiente para conseguirmos fazer com que fosse eterno, até porque o eterno não existe, mas continuávamos a creditar que pudesse ser eterno. Lembra-se de todas as promessas que fizemos? Eu lembro-me e sei o quanto dói tentar entender que infelizmente elas não foram cumpridas. Em falar em dor, meu querido amor, o que mais doeu foi ter que te mandar ir embora, eu realmente esperava que tu ficasses. Dói tanto saber que por um momento eu deixei com que meu mundo fosse embora, e que eu não tentei fazer nada para impedir, mas toda essa dor com o tempo passou, ou melhor, acostumei-me com ela o bastante para conviver ao lado dela, sem reclamar.  Sinceramente tu podes pensar que ainda sinto a tua falta ou coisa assim, mas pelo o contrario, eu agradeço-te por teres ido embora, e ensinado-me a aprender que consigo viver sozinha, que nada dura para sempre e que às vezes as coisas não passam de ilusões.  Agora vejo-me aqui sentada em frente a uma folha, a escrever uma carta,  a qual não sei o verdadeiro motivo, somente escrevendo para que a  agonia não acabe com o que ainda estou a recuperar do meu coração.

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